segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Raúl Castro é o novo presidente de Cuba!

Raúl Castro foi escolhido presidente de Cuba neste domingo e, em seu primeiro discurso, prometeu reduzir a estrutura do Estado, melhorias na economia e continuidade política. Em um dos principais trechos de seu pronunciamento, Raúl prometeu eliminar o "excesso de proibições que já não têm sentido". O general de 76 anos substitui seu irmão, Fidel Castro, que deixou a Presidência da ilha após 49 anos e 55 dias no poder. Vestido em um traje civil azul escuro, Raúl disse que "Fidel é insubstituível". "Assumo a responsabilidade que me encomendam com a convicção (...) de que o Comandante em Chefe da revolução cubana é um só", disse, se referindo a Fidel Castro.Também reiterou a sua convicção no Partido Comunista Cubano e no socialismo e acrescentou que poderia continuar a consultar Fidel em decisões de Estado.O novo presidente terá pela frente o desafio de implantar reformas econômicas que permitam resolver a questão do abastecimento. A população da ilha enfrenta uma crise de escassez de alimentos e não conta com serviços essenciais

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Havia escurecido. Eu acompanhei as nuvens escuras tomando espaço, cobrindo as pessoas de azul escuro, e achei que as nuvens não tinham culpa. Foi o vento que às tinham carregado, tempestuosamente. Eu, parado, sem guarda-chuva, debaixo de uma marquise, observa aquelas pessoas seguindo para algum lugar que eu não sabia. Eu sabia por que estava ali: esperava.
Espero sempre. Não tanto por que eu queira, mas por que acabo sempre por ter de esperar alguma coisa, silenciosamente, quase como se fosse um dom paciente, e eu fosse uma espécie de sentinela das solidões alheias.
Hoje tentei comparar a minha solidão com as dos outros, ali, sob aquela chuva que alagava as ruas forçando que as pessoas se arrumassem em ilhas: muitas solidões perto umas das outras. A chuva passou a tanta que muitas daquelas solidões acabaram por encostar roupas e braços molhados em mim. Fui me tornando o centro de outra ilha, sem que eu mesmo o quisesse. A cada trovão, a cada raio, a cada rajada de vento, a ilha condensava-se inquieta e espremia a minha solidão, que agora estava molhada e fria.
Soltei-me. Passei ao meio da rua, sob a tempestade, e senti algo que prendeu minha atenção por muito tempo: aquela chuva forte, o vento frio, a rua alagada, eu andando sozinho no meio do mar da cidade, esquecendo as tantas ilhas que eu cercava; meus pés pisando a avenida que havia se tornado um rio raso… Era como andar sobre as águas…
Quando minha atenção novamente ficou livre, foi que reparei que havia entrado numa rua sem saída e vazia. O último pensamento que guardei foi que muitas solidões, quando se amontoam, causam fastio umas às outras.
Era bom estar ali, sem saída, sem nenhuma ilha, feito um náufrago da multidão. Exatamente: um náufrago. Mas um náufrago que sabia por que estava ali. Eu esperava. Esperava um socorro também solitário: uma embarcação fantasma, que não tivesse nenhum espelho a bordo.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Ausência

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Vinicius de Moraes

domingo, 2 de dezembro de 2007

Uma das cenas mais inusitadas que já vi no Youtube, foi uma réplica de uma Ferrari F50, feita de madeira, navegando pelos canais de Veneza, na Itália. O criador do curioso carro-anfíbio é o artista plástico Livio De Marchi. Isso aconteceu no ano 2000. Os primorosos trabalhos de De Marchi lhe rendeu fama internacional. Merecido reconhecimento. Veja o vídeo da Ferrari:

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Ciclo de Palestras sobre Responsabilidade Social

A Universidade Federal do Rio de Janeiro terá duas palestras com o tema Responsabilidade Social Empresarial na próxima semana.
Na quarta- feira, dia 31/10,às 11hs a jornalista Amélia González, editora do suplemento Razão Social, do Jornal O Globo, fará um palestra sobre Mídia e Responsabilidade Social, no auditório da CPM da Escola de Comunicação da UFRJ.
No dia seguinte, quinta-feira, 1/11, às 11 hs, no mesmo auditório, será a vez do gerente de Responsabilidade Social da Souza Cruz, Glauco Humai, falar sobre o programa desenvolvido pela empresa.
O ciclo de palestras é parte das atividades da disciplina Comunicação e Responsabilidade Social Empresarial, ministrada pela professora Lucia Santa Cruz na Escola de Comunicação/UFRJ.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Dizem que no universo existem fluxos de tristeza e quando não temos mais as defesas comuns a todo indivíduo (o que é desejável, em certo sentido), esse fluxo chega e nos trespassa de vez em quando. Algo inevitável - é o que dizem. É uma tristeza que não tem nada de pessoal. O que se pode fazer é deixar que esse feixe de tristeza passe, que ele siga seu caminho. Dizem que não devemos detê-lo, pois bem pode acontecer que ele se agarre em nós, mesmo que não nos pertença.
Mas pode acontecer da tristeza vir até nós por outros meios. É quando ficamos tristes por causa de alguém. Dizem que desse modo é mais doloroso, pois é algo pessoal, algo que se liga a nós através de atos de outras pessoas ou na falta destes, quando os esperamos. O que se ouve dizer é que existem certos limites, certo cansaço que nos envolve e pode sufocar. Dizem que devemos comunicar os motivos a quem de direito e tentar resolver por meio de cuidados adicionais ou atenção direcionada.
Ora, e quando esse artifício não funciona?
Eis, meus amigos, uma questão delicada… Não há muito que fazer, além disso. Resta-nos a opção da espera, da paciência, da auto-negação, do desapego. O grande perigo é que, dessa maneira, a responsabilidade fica sobre um só dos pólos do problema: ou você aceita as coisas como estão ou não aceita. A ponte que liga as duas margens fica frágil, com rachaduras; fendas que podem deixar escoar sentimentos e deixar vazar o tempo.
Quem pode se sustentar em cima de uma ponte assim por muito tempo, sem correr o risco que ela desabe e carregue tudo para o fundo do abismo?
É então que retornamos para a margem de onde viemos no início e tentamos vedar esses vazamentos. Mas não conseguimos realizar essa tarefa, sozinhos; é preciso a ajuda da outra margem. Você grita pedindo ajuda, mas pode acontecer da outra margem estar longe demais. Pode acontecer também de te ouvirem, mas pode ser também que não sejam tomadas decisões ou iniciativas para consertar a ponte.
Então você vai ficando rouco e perdendo a voz com o passar do tempo. Decide-se calar, pois só há o próprio eco que volta feio e repetitivo. E assim entra em cena a solidão. Mas essa é uma solidão triste, não aquela que nos faz bem e traz paz quando precisamos. É aquela não solicitada, é uma solidão imposta.
Eis, meus amigos, uma questão ainda mais delicada…

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Ser ou não ser: eis a questão.



Mesmo quem nunca leu Hamlet já ouviu a famosa frase: “Ser ou não ser: eis a questão”, de autoria do imortal William Shakespeare. O autor, que completaria 444 anos no dia 23/04, consegue sobreviver ao longo dos séculos pela encenação de suas obras: 37 peças e 154 sonetos ao todo. Muito se sabe dos seus personagens descontrolados, como Otelo, e de suas histórias dramáticas, como a separação de Romeu e Julieta, mas pouco se sabe da vida do autor que conseguiu imortalizar-se como o dramaturgo mais importante da língua inglesa.
Shakespeare nasceu em Stratford-upon-Avon (Inglaterra) em Abril de 1564, não se sabe exatamente em que dia, mas seu aniversário é comemorado no dia 23. Filho de John Shakespeare e Mary Arden, Shakespeare gozou ao lado de seus 4 irmãos (Gilbert, Joan, Richard e Edmund) uma infância sem problemas financeiros. Iniciou os estudos aos 6 anos e desde cedo começou a escrever peças de teatro. Aos 12 anos, seu pai, que fabricava tintas, bolsas e luvas de couro, faliu. A partir daí, Shakespeare começou a trabalhar para ajudar no sustento da casa, não deixando de ler autores clássicos, novelas, contos e crônicas. Do período após a escola até sua vida adulta, as informações são vagas e carentes de comprovação histórica. Sabe-se que Shakespeare não cursou nenhuma universidade, estudou latim e casou-se com Anne Hathaway, aos 18 anos. Com sua esposa teve três filhos: Susanna, Judith e Hamnet, que morreu aos 11 anos. Aos 28 anos, partiu com mulher e os dois filhos para Londres onde ia trabalhar como ator e dramaturgo. Com 30 anos, Shakespeare já tinha seu talento de atuação reconhecido no teatro e escrito duas peças: “A Megera Domada” e “A comédia dos Erros”. Aos 32 anos, começou a trabalhar para a famosa companhia de teatro "The Lord Chamberlain's Men" que fazia apresentações até mesmo para a rainha Elizabeth I e sua corte real. Com o passar do tempo, além de atuar e escrever peças, Shakespeare tornou-se um dos gerentes proprietários do teatro. Quando tinha 48 anos, abriu mão de seus trabalhos em Londres e retornou para Stratford, onde curtiu alguns anos de aposentadoria, não parando de escrever suas peças. Aos 52 anos faleceu.O que mais impressiona no trabalho de Shakespeare não é o legado de quase 200 obras deixadas para a eternidade, mas a densidade de seus textos. Antes de Shakespeare nenhum outro dramaturgo havia conseguido descrever com tanta espontaneidade a natureza humana. Suas obras são marcadas por paixões, ambições, ciúmes, frustrações, conotações homossexuais, assassinatos e violações. Um tanto ousado para a época que viveu, Shakespeare conseguiu dar às mazelas da personalidade humana um tom poético refinado que agradava da Rainha às camadas mais pobres.Você já leu algum livro de Shakespeare?Conhecia a vida deste grande dramaturgo?

---------------Isabela Horta