quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Fidel Castro

Fatos importantes sobre Fidel Castro
(Reuters) - Fidel Castro, terceiro na lista dos chefes de Estado há mais tempo no governo em todo o mundo, entregou o poder provisoriamente a seu irmão mais novo, Raúl Castro, e submeteu-se a uma cirurgia.
Leia abaixo alguns fatos importantes sobre Fidel:
* Um revolucionário incendiário, Fidel e seu grupo guerrilheiro desceram da serra Maestra para depor o ditador Fulgencio Batista em 1959. Sempre de barbas, carismático orador, facilmente reconhecível em seu uniforme verde-oliva, Fidel serve de inspiração a esquerdistas latino-americanos há décadas.
* Chefe do Partido Comunista e presidente do país, Fidel mantém-se firme no poder e, apesar das dificuldades econômicas enfrentadas nos anos 90, recusou-se a realizar uma transição do socialismo para o capitalismo, uma manobra adotada por outros países comunistas após o colapso da União Soviética.
* Críticos do regime dentro e fora de Cuba acusam-no de privar os cidadãos cubanos das liberdades política e econômica. Muitos cubanos deixaram o país, e Fidel vê nos dissidentes agentes contra-revolucionários pagos pelos EUA.
* O presidente cubano foi alvo de uma série de ações patrocinadas pelo governo norte-americano para tirá-lo do poder, como a malsucedida invasão da baía dos Porcos, no sul de Cuba, em 1961, com mais de mil exilados cubanos treinados e financiados pela CIA (agência de inteligência dos EUA). Mais tarde, a agência lançou mão de planos bizarros para assassinar Fidel.
* Fidel nasceu em 13 de agosto de 1926, filho de um rico fazendeiro da Galícia e de uma cubana de origem humilde, em um pequeno vilarejo chamado Biran, no leste de Cuba. Tendo frequentado escolas católicas, ele mais tarde estudou direito na Universidade de Havana. Em 1948, casou-se com Mirta Diaz Balart, irmã de um membro do governo de Batista. O casal teve um filho, também chamado Fidel.

domingo, 11 de junho de 2006

Perguntei a um sábio ,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas ,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é planta
doe com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.
Poesia de Shakespeare

Saudades tuas minha menina!

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Um menino

Uma marcha fúnebre tocou sobre o ambiente pesado que se fazia presente no casarão. A frieza tomou o lugar do desespero, antes velado sob a angústia das dores de outrora, que ainda permaneciam, mas agora de forma mais tênue. As pessoas quase mortas, que passavam pelo lugar, deixavam ali suas mágoas e seus pesares, contribuindo para que o ar do ambiente se tornasse mais sólido e compacto.
Os corvos, amantes da dor e do luto, pousavam numa lápide já desgastada, e bicavam sobre um nome importante que não levaria anos para que desaparecesse por completo. Deixavam lá seus dejetos e iam à procura de outra sepultura para nutrirem-se do sofrimento alheio.
Mas ali, ainda no casarão, os vestidos pretos cobriam as primas inocentes e os véus escondiam as amargas lágrimas das tias, que iam e vinham na ânsia de poderem permanecer de pé. Não aguentavam tamanho peso nas costas e ajoelhavam-se sobre aquele pequeno indivíduo, que nem sequer pôde desfrutar da virtude se despedir, de dizer suas últimas palavras insólitas, até porque não tivera tempo para aprender tal intento. Não parecia que algo tão frágil, tão diminuto, pudesse despertar o sofrimento derradeiro de uma multidão que apelava contra a ira do divino.Eis então que o caixãozinho ergue-se imponente sobre a varanda, debaixo de um tripé de ferro antigo e enferrujado que não precisava de esforço algum para sustentar o peso ínfimo daquele pobre habitante de viagem marcada. As pessoas o olhavam de cima a baixo, sentindo-se inferiores e arrebatadas pelo sentimento de culpa, talvez. Todos queriam compartilhar daquele infortúnio, deixando seus pêsames junto com as rosas que entupiam o pequeno esquife.A mãe, então conformada, apenas ouvia atenta o réquiem, lembrando-se dos poucos bons momentos que tivera ao lado do filho. Resolve enfim destrancar a porta de seu quarto abafado e ir ao encontro do pequeno pálido menino. Ao passar pelo corredor ela encontra vários braços de pessoas tentando abraçá-la para o consolo, mas ela se livra de todos eles, não queria que nada atrapalhasse o seu desterro contemplado. Finalmente, depois de várias rejeições de afago, ela consegue chegar sem hesitação à frente do ataúde que abrigava o menino, junto de mais centenas de cartas e bilhetes que completavam o espaço deixado entre as flores que cobriam o caixão. Com toda a sua força e com o coração transbordando, sem no entanto demonstrar desespero algum, ela ergue o véu do rosto e deixa a amostra seus olhos vermelhos e inchados. Seu nariz delgado ainda deixava escorregar uma solitária lágrima, talvez a última, que pingara sobre a tez branca do filho morto. Ela beija a testa molhada do defunto e sente como se seus lábios fossem congelar. Pega nas mãozinhas frias do menino e as aperta delicadamente, como num gesto de comprimento cortês, para se despedir de forma solene do filho prodígio.O pai, que dera ao filho o mesmo nome que lhe era designado, parece que não tivera tempo para ver a tampa do féretro se fechar sobre a alma frágil de seu filho. O vazio da sua mente consolava qualquer tipo de angústia que lhe atracasse o pensamento, sem que se deixasse entregar pelos sentimentos sufocantes. O alarde da tarde o fez enfeitiçar diante do burburinho da noite que se aproximava, mas ainda foi capaz de ver os velhos assistentes batendo o martelo nos pregos que lacravam o caixão. Não pôde ver o rosto sombrio do menino, nem chorar a seus pés. Um dos irmãos viajantes carregava a urna funerária em direção ao carro do cemitério, ao mesmo tempo que uma leva de curiosos o acompanhava. Mesmo depois de ter ganhado o carro, o bebê morto ainda era escoltado por multidões, que corriam desesperadas tentando acompanhar o carro funerário.Ao chegar ao campo-santo, já se podia ver os coveiros suados cavando os últimos dos sete palmos sob a terra. Um deles escorou-se à sua pá e tirou o suor da testa, observando os olhares atentos das pessoas que fitavam o pequeno infortunado. Era comovente para um simples coveiro ter que abrir uma vala para enterrar um corpo ainda de meses, sabendo que aquela terra, sob os seus pés, iria praticar a necrofagia naquele indefeso defunto.O padre rezou a última missa e a marcha fúnebre tocou novamente, para o desterro de lágrimas das pessoas presentes no enterro, que sentiam o coração inchar como um balão, de forma a sufocar-lhes a garganta e lhes fazer soluçar. O desmaio da avó foi inevitável, tendo o tio que se esforçar para segurar-lhe antes que batesse a cabeça na lápide do neto. A maioria, horrorizada, apenas via o caixão apear sustentado pelas cordas desgastadas.As pás moviam-se novamente, agora para jogar a terra sobre a madeira maciça da tampa que cobria o ataúde. A mãe imaginava-se dentro do caixão, agarrada ao filho, escutando o barulho que a terra fazia ao cair sobre a tampa e observando que as luzes se apagavam à medida que a areia os cobria. Enfim, completou-se toda uma tradição funerária e todos seguiram seus rumos inesperados, enquanto que a mãe permanecia solitária ao pé da sepultura acariciando a grama, como se fosse os cabelos de seu filho.

domingo, 28 de maio de 2006

Penso em você

Neste momento, penso em você minha menina
e então quisera me transformar em vento.
E se assim fosse,
chegaria agora como brisa fresca e tocaria leve sua janela.
E se você me escuta e me permite entrar,
em você vou me enroscar quase sem tocá-la.
Vou rolar nos seus cabelos, soprar mansinho no ouvido,
beijar sua boca macia, a embalar no meu carinho. Passear pelo teu colo. Refrescar todo teu corpo.
Mas eu não sou vento....
Agora sou só pensamento e estou pensando em você minha menina.
E se abrir sua janela, eu estou chegando aí, agora.....neste momento,
em pensamento....no vento.

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Vivos ou mortos?!

Não há ninguém aqui. Os fluidos da minha mente começam a se movimentar e dinamizar meus pensamentos. Volto a ser eu mesmo. Tiro a máscara que cobre minha face envergonhada e a deixo de lado, mas guardo-a com cuidado, pois a qualquer momento posso precisar dela novamente. A casa está vazia de gente, vazia de corpos rabugentos, vazia de mentes que falam baboseiras, e sinto-me bem por isso. Estou num processo de transposição, tudo que acontece dentro deste ambiente tem uma explicação plausível, nada ocorre por acaso. Resolvo observar os mínimos detalhes que passam despercebidos quando estou com a máscara, pois ela também tapa um pouco minha visão, a abertura dos olhos da máscara não é suficiente para que eu veja os detalhes.O que primeiro me toma atenção é o ventilador. Parece que ele quer soprar algo de bom pra mim, ou talvez ele queira jogar nas minhas costas todo o peso que há nele, pra poder se livrar de seu fardo. Ele me manda um ar impregnado de poeira e eu o sinto adentrar no meu nariz. Espirro três vezes. Acho que fez isso de propósito, pra se vingar de algo que eu tenha feito com ele. Mas não me lembro de ter feito nada, nem dava conta da sua existência ali. Dou-lhe uma porrada no botão e ele me responde com frieza, mexendo a cabeça de um lado para o outro, desprezando minha atitude, como se me dissesse: 'não, seu otário, eu não sou fraco o bastante pra sentir dor'. Sinto-me um demente diante daquele ventilador imponente, que me esnoba e zomba de mim como se eu fosse um fracassado isnobe, sem existir por completo. Eu estou agora do tamanho de uma formiga, olho pra cima e o vejo balançar a cabeça insistentemente, como se tivesse com pena de mim.Acho bom mesmo estar do tamanho duma formiga, pois assim os outros objetos não perceberão minha ínfima presença e não tirarão sarro da minha cara. Resolvo ir à cozinha e me deparo com um imenso paredão. É a geladeira. É assustadoramente grande e me faz medo só de pensar em insultá-la, mas consigo ir até ela. Tento abri-la logo de cara, mas não consigo, parece a que a borracha que a veda está colada ao ferro, ela se recusa a escancarar sua porta pra mim. Fico muito puto por isso, mas não me arrisco a bater em algo do tamanho de uma geladeira, posso levar uma surra e sair dali esculachado.Percebo, logo em seguida, a prepotência do liquidificador. Olho com receio aquela hélice afiada querendo girar e amputar um dedo meu. Ele começa a girar, girar, mais e mais rápido, e tudo me leva a crer que o mundo gira em torno dele. Tenta sugar-me pra dentro dele, mas ainda encontro forças pra relutar e vencer aquela tentação infernal que anseia me eliminar. Fico hipnotizado quando reparo no movimento circulatório da hélice e permaneço tonto por um bom tempo, o que me faz ir ao chão.Estou deitado ainda, pregado no chão asqueroso que humanos pisam e deixam seus dejetos, onde cospem chiclets e escarram seus catarros imundos. O chão também é vivo, fico até imaginando o quanto ele deve sofrer pra aguentar o peso esmagador dos gordões que passam por aqui. Ainda consigo ver a luz da cozinha girando com o teto da casa, deve ser o efeito do liquidificador que persiste na minha mente.O meu lapso de inconsciência mais tarde me revela a explicação para o que ocorre com o "não-vivo". Não-vivo é o que aparenta ser inexistente para nós, que não vivemos para este mundo. O não-vivo dos objetos traz a resposta para mim: simplesmente não vivo. E deixo morto tudo que existe dentro da minha cabeça minúscula.Acho melhor pôr logo a máscara, vem vindo alguém aí.

sábado, 22 de abril de 2006

De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.
Shakespeare
Bom dia!

sábado, 8 de abril de 2006

PARA REFLETIR...

Perto de Tóquio vivia um grande samurai,
já idoso,que se dedicava a ensinar zen aos jovens.
Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda
era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total
falta de escrúpulos apareceu por ali.
Queria derrotar o samurai e aumentar sua fama.
O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo.
Chutou algumas pedras em sua direção,
cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais.
Durante horas fez tudo para provocá-lo,
mas o velho permaneceu impassível.
No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado,
o impetuoso guerreiro retirou-se.
Desapontados, os alunos perguntaram ao mestre
como ele pudera suportar tanta indignidade.
- Se alguém chega até você com um presente,
e você não o aceita, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos.
Quando não são aceitos, continuam pertencendo a
quem o carregava consigo.
A sua paz interior depende exclusivamente de você.
As pessoas não podem lhe tirar a calma.
Só se você permitir...